Após um ano de pandemia, canais pagos perdem um terço da audiência

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Em grave crise e registrando perda de assinantes desde 2015, a TV paga teve um momento de respiro em abril do ano passado, quando a pandemia freou a fuga de clientes. Mas o alívio durou pouco: um ano depois, a queda se acentuou não só no número de contratos ativos, como também na audiência. Os canais por assinatura perderam quase um terço de seu público nos últimos 12 meses.

Segundo levantamento obtido com exclusividade pelo Notícias da TV, a TV por assinatura havia registrado 7,1 pontos no mercado nacional em abril do ano passado. No mesmo período deste ano, o índice foi de 5,1 pontos, uma queda de 28%. Os números consideram a chamada média do dia, que vai das 7h à meia-noite.

A diminuição não se restringe aos canais pagos, pois emissoras da TV aberta também tiveram queda de um ano para o outro. A RedeTV! foi a que mais perdeu público proporcionalmente, 30% (de 0,8 ponto para 0,5), seguida por Band (24%), SBT (19%) e Globo (10%).

A Record teve a menor diminuição: 8%, de 6,2 pontos em abril de 2020 para 5,8 no mesmo mês de 2021. O índice da emissora de Edir Macedo ficou até abaixo da retração em televisores ligados de um ano para o outro, que foi de 9%, de acordo com o levantamento.

Na média 24 horas, que considera das 6h da manhã às 5h59 da madrugada seguinte, a TV paga caiu 29%, enquanto os televisores ligados diminuíram 10%. A RedeTV! novamente liderou em fuga de público proporcional (32%), seguida por Band (23%), SBT (19%), Globo (9%) e Record (7%).

Fuga para o streaming?

E para onde vai esse público? O levantamento da reportagem aponta uma preferência pela categoria que o Kantar Ibope define como conteúdo de TV e vídeo sem referência, que inclui serviços de streaming. Mas isso não significa que todos estejam sintonizando na Netflix ou no Disney+, pois o quesito também inclui videogame, YouTube, video on demand e até mesmo DVDs.

No intervalo das 6h às 5h59, essa categoria disparou 15% de um ano para o outro, subindo de 5,4 pontos nacionalmente para 6,2. O consumo cresceu mais pela manhã, 27%, enquanto na madrugada houve um recuo discreto, de 3%.

Fonte: UOL